Para quem
Adultos que já se sentam diante de um texto de trabalho — escritório, gabinete, um relatório a enviar terça — e querem um hábito estável de usar a IA sem engolir o primeiro resultado.
Marvão · desde 2015
Veridura
Veridura é um curso para adultos sobre inteligência artificial no ofício. Trazes uma acta, um correio, uma lista; dás a tarefa a um modelo e aprendes a analisar o texto que volta antes de o assinares.
Seis lugares com portátil. Um lugar confirma-se por carta. Nesta página não há tarifa.
O nome
Nos cadernos velhos de secretaria, «veridura» era a marca à margem quando um texto já tinha sido lido duas vezes. Não era um elogio. Era a permissão para sair da mesa.
O curso toma essa marca e torna-a hábito: consigna, releitura, rasto, limite. Onze semanas, um dossiê, duas noites.
A inteligência artificial é uma ferramenta de escritório. Aqui não se ensina a programar um modelo nem a «tirar um rendimento». Ensina-se a usar a IA no teu trabalho e a analisar o que gera — no ecrã, em voz alta, à frente do grupo.
Se procuras um vídeo que corre ou um diploma de Estado, esta não é a sala. Se trazes uma tarefa que já tens aberta na segunda, sim.
Quatro blocos
Bloco A
Escreves a tarefa para a IA antes de abrir o modelo. Um leitor, um limite, uma entrega.
Bloco B
Riscas no texto da IA o que não tem fonte. Deixas o que assinarias tu.
Bloco C
Quem leu, o que mudou, o que espera quinta. Uma folha que deixas a um colega.
Bloco D
Que tarefa passa pela IA e o que se escreve sem modelo. Um hábito, não um regulamento.
Segunda
Cada um chega com uma página do ofício. Nomeia-se o leitor. Escreve-se o que o modelo de IA não inventará. O Paulo não deixa abrir o modelo até a frase caber em três linhas.
Quarta
Abre-se o texto gerado pela IA ao lado do documento do ofício. Três marcas: fica, reescreve-se, não devia ter saído. Ninguém pontua. A margem tem data.
Em casa
Entre o bloco B e o C há uma noite sem mesa. Voltas com três riscos novos. Quem não os traz espera a semana seguinte.
A sala
A aula é uma sala com ecrãs e lugares de trabalho. Vens à noite com o portátil. Dás a um modelo uma tarefa do ofício e analisas o texto que gera.
Seis lugares porque se lê em voz alta o rascunho da IA. Se procuras uma formação de desenvolvimento, dizemos-te onde não estamos.
Na sala
Lê-se no ecrã. Discute-se em voz alta.
Adultos que já se sentam diante de um texto de trabalho — escritório, gabinete, um relatório a enviar terça — e querem um hábito estável de usar a IA sem engolir o primeiro resultado.
Quem procura um atalho de rendimento, um curso de engenharia de modelos ou um título. Nem quem não pode sentar-se duas noites com um portátil. O nível fala-se na carta, não num teste público.
Um dossiê de trabalhos feitos com IA e analisados, e uma carta da Inês. Não há classificação. Não há marca de software imposta.
Inscrição
Diz o ofício e uma tarefa que já fazes com — ou sem — IA. A Inês responde. O lugar não está tomado até sair a carta.
À sexta de manhã podes ver a sala se ainda houver lugar. Isso também se pede aqui, com duas datas.
Lê também a margem, a noite e a mesa se quiseres o tom antes de escrever.
Obrigado. A Inês tem o recado. Responde num dia útil. Se pediste para ver a sala sexta, diz se ainda há lugar à mesa.
Quem dá aula? A Inês Magalhães dirige. O Paulo Correia leva a releitura e o limite. A Marta Nunes guarda o livro de lugares. Notas em gente.
É preciso já saber? Não é preciso programar. É preciso poder sentar-se duas noites com um portátil e uma tarefa do teu trabalho.
Que máquina? O teu computador e a IA que já usas no trabalho. Não se exige uma marca.
Pode-se ir ver? Sexta de manhã, se houver lugar. Escreve à Inês com duas datas.
Há exame? Não. Há um dossiê relido em voz alta e uma carta de fecho.
Fica alguma coisa depois? O hábito de analisar o que um modelo gera antes de o enviares. Não um título de Estado.