Curso / Veridura / Limite

Bloco D · semanas 9–11

O que se cola e o que fica.

Nem todo o ofício cabe numa janela. Este bloco nomeia o limite: dados que não se colam, frases que se escrevem à mão, entregas que alguém tem de assinar antes de sair do edifício.

Não é um regulamento de empresa. É um hábito de mesa. Cada um sai com uma lista curta, datada, que pode mostrar a um colega sem teatro.

Sala com lugares de trabalho
Seis lugares. O limite diz-se uma vez, em voz alta, e escreve-se.

Nas duas últimas noites a Inês relê o dossiê com cada pessoa. A carta de fecho descreve o programa e o trabalho visto. Não há ranking. Não há selo de uma marca de software.

Se o limite do teu trabalho é outro — um arquivo que não pode sair, um cliente que não se nomeia — escreve-se igual. O curso não pede segredos. Pede que o limiar exista no papel.

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